sábado, 12 de agosto de 2017

Opinião: Som alto e a culpa do ouvinte!

 Salve!
Você sabia que o limite de volume suportado pelo ouvido humano é 120 dB?
 Você sabia que muitos estúdios já estão masterizando em -4 dB RMS? 
Sabia que muitos "DJ" pegam e passam plugins do tipo compressão aumentando o volme para -2 dB? Sabia que quase 60% da população já escuta música somente em fone de ouvidos? 
Como já não bastasse o famigerado "Jabá" as gravações há anos tem um inimigo "oculto" chamado "guerra de volume"!
 O que acontece é o seguinte: muitas vezes uma gravação legal bem gravada e tocada quando mostrada a alguém a primeira reclamação é sempre o volume.
 A maioria das gravações caseiras podem sair baixas devido a:



A)uso incorreto dos equipamentos ou equipamentos inadequados 
 B)Excesso de canais ou de efeitos
 C)Erro de cortes ou ajustes (pan,equalizaçao,volme)
D)Local inapropriado  
E)ruídos em geral. 

 Fora isso outros fatores podem ser determinantes como ajustes de "harmônicos" mas se a gravação está "limpa e clara" é quase "impossível" ao masterizar ela não sair alta não importar o que você usou para gravar!
Porem existe um novo fator, chamado "preguiça de aumentar o volume" ou seja, tudo tem que ser alto. Muitas música por exemplo como "Money for nothing" podem até ser "masterizada" num volume bem alto que dificilmente irá distorcer, agora uma música como "Somebody told me" apesar de ser ótima experimente aumentar mais um pouco, ela fica inaudível!
Ou seja, se matematicamente a seguinte fórmula:
Rms master x volume do aparelho de som vamos supor que seu master tem -6 dB, e seu aparelho de som vai até 10, então:

6 x 1 = - 6db
 6 x 2 = +6 db 

ou seja, imagina o volume em 10! Claro que para conseguir isso será impossível a partir do volume 5 tudo começar a distorcer...
Algumas músicas com "Turn me on" estão tão altas que é quase impossível atinger seu volume numa master! E isso é porque nos acostumamos  a não levantar mais para aumentar o volume do aparelho de som e o resultado é que estamos com volumes cada vez mais altos como mostra o gráfico abaixo:

http://cdn.antiquiet.com/wp-content/uploads/2011/02/loudness-war.gif

 E lógico que já comentei muito no blog sobre a "Guerra dos Volumes"   e causas que ela está tendo é um delas é isso. Claro que isso, não quer dizer que devemos fazer uma música "baixa" e pensar que o ouvinte que pare de ser preguiçoso e levante e aumente o volume pois não tem lógica! E sim de pelo menos cortar "muitos processos" que existem hoje por causa disso que estão extremamente difíceis para quem grava em casa ou num pequeno estúdio mas acho que isso vai ser muito difícil de acabar.

Quantos mais, mais baixo

Qual diferença entre anos anteriores e agora? Simples: o número de instrumentos!
Essa história de que cortaram mais para os arranjos, coisas acústicas, mais pancada na música eletrônica e menos synth pode ser coisas do padrão atual musical, mas também porque quanto menos instrumentos no "campo estéreo" mais ele pode ser expandido e é por essa razão que muitos produtores estão preferindo cada vez menos instrumentos nas gravações.  Essa dica é bem valiosa, pois de repente pode lhe dar uma luz "como deixar sua música mais alta", porém lembre-se de uma coisa: a guerra está quase no fim, porque praticamente todos master estão ficando quadrados!!!


Boas gravações!!!




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mixagem: 10 Dicas pra fugir da tentação de "aumentar o volume"

O maior desafio pra quem grava em casa é fazer a música soar parecido há uma música comercial.
Quando digo "parecido" é porque por mais que você tente, sempre vai "faltar algo" para sua música soar igual a de um "grande estúdio" e claro porque estamos falando de um fator chamado "investimento" pois se toda gravação soasse "comercialmente" bem ninguém gastaria mais cem mil reais para montar um estúdio de qualidade!
A primeira coisa que a pessoa faz é aumentar o "volume" quando a música não soa legal e geralmente se faz isso usando limiter, equalizador ou compressor esquecendo de ver o "básico" de como a música foi gravada e mixada.
Abaixo separei 10 dicas para você fugir da tentação de "aumentar tudo" pulando algumas etapas
que são praticamente obrigatórias quando se mixa.

1.No que está se baseando?
A primeira coisa que você tem que estar ciente, qual o tipo "de música de referência" que você está usando. Por exemplo, vamos supor que você esteja gravando um rock e está usando como referência um power trio, uma banda grunge ou ainda aquelas dos anos 80 como uma de hair metal e isso conta muita.
quanto mais instrumentos menor, mais reduzido fica o campo estéreo! E isso é um fato.
Por exemplo sua voz somente com violão fica na altura
que quiser pois não há brigas (a voz por ir no lado direito e o violão no lado esquerdo), agora imagine uma big band com 32 instrumentos, como ajustar  essa bagunça sonora no seu campo estéreo?
Por isso quanto mais instrumentos lembre-se que você terá mais passos a serem feitos no processo de
gravação e mixagem e possivelmente você terá que sacrificar "bons timbres" para destacar o que deve realmente aparecer na música.

2. Redestribua seu campo estéreo
O acúmulo de pistas num mesmo "pan" pode fazer o som se tornar "fora de fase" em alguns falantes.
Existe um cálculo que um produtor me ensinou e até hoje levo a risca que é não é muito diferente do que se usa hoje para o posicionamento estéreo.
Seria assim: instrumentos graves como baixo, trambone, lado esquerdo teclado, guitarra distorcida com power chord, voz baritona mais para esquerda; instrumentos agudos como guitarra limpa, lado direito teclado, voz tenor, pratos, tons altos trazer mais para direita; instrumentos de marcação principal como caixa, bumbo, baixo, voz principal, solos ou camas deixar no meio.
Contudo isso é só para esclarecer melhor o que acontece no "campo estéreo" o bom mesmo é seguir essa regra e depois ver se combinou ou não com sua música e ir fazendo pequenos ajustes.

sábado, 29 de julho de 2017

Gravação: camada de voz em apenas 5 passos

Antes de começar a ler essa postagem, sugiro ver um vídeo que já postei bastante por aqui.
A cena é do filme "La Bamba" onde mostra como Ritchie Valens grava "Come Let´s Go" em takes (parte por parte).
video

Você pode até achar que isso é coisa de cinema mas a maioria das gravadoras fazem isso desde essa época e por um simples motivo: economia de tempo. É melhor fazer um take de 01:00 bem feito do que uma canção inteira (mais ou menos 03:30) onde pouca coisa dá para se aproveitar, o resultado será bem mais satisfatório. Já se perguntou porque tem gente desafinada "ao vivo" e a gravação de estúdio ficou tão bem feita? Esse é um truque que você irá aprender aqui em apenas 5 passos!

DAW: A que você está acostumado a usar
Dificuldade para fazer isso: de médio a difícil. 

1.Conheça os tipos de voz que consegue fazer
Se fomos falar na maneira mais estudiosa iremos definir vozes por classe, como por exemplo
Soprano para definir uma mulher que canta alto ou Tenor para definir um homem que canta alto
Se você que saber isso aqui está link perfeito sobre isso. Como essa postagem não sobre "como cantar ou sobre técnica vocal" e sim para quem tem mais ou menos conhecimento do que quer fazer então a primeira coisa que se deve ter em mente é quais vozes você consegue fazer além da sua.
Vamos supor que você consiga imitar o "Renato Russo ou o Gustavo Lima" ou ainda "Elis Regina ou Paula Fernandes" ou se você consegue cantar em barítono (grave), voz branca (sua voz normal), drive (voz rasgada) e falsete (voz de cabeça) e lembrar da execução separada de cada uma delas?
Se você sabe fazer mais de uma voz então no item irá lhe ajudar bastante.

2.Melodia
Feito isso você deve conhecer bem a melodia da música com sua letra. O bom é que você saiba ela decor e evitar "colas" (a interação dos olhos com boca nunca combina). O ideal é que você saiba a música decor e não se esqueça de aquecer antes  de cantar de preferência como esse do vídeo abaixo:


Só nesse vídeo você já consegue ver algumas vozes que você pode fazer.

domingo, 16 de julho de 2017

Coluna do Anício: roqueiros mimizentos

Salve Pessoas!
Kurt Kobain se envelhece! 
Bom essa postagem estou fazendo logo após participar de um "evento entre amigos" na verdade é uma coisa bem simples: a gente fecha um bar, se reúne entre músicos e amantes da música e ficamos tocamos a noite toda diversos estilos, mas geralmente tudo fica entre MPB (aquela mais pop) e Rock.
Nessas confrarias geralmente a gente fica "bêbado" e lógico alguém começa reclamar da música atual de como por exemplo teve que começar a trabalhar num escritório porque  a música não rende mais como rendia um dia.
Geralmente ouço sempre as mesmas reclamações mas de vez em quando ouço algumas coisas que fazem muito sentido como o que um amigo meu fã de rock (que não é músico) disse:

"Nossos pais reclamavam do nosso som (nos anos 90) mas era algo novo, hoje em dia minha geração faz a mesma reclamação que não é a mesma do meu pai, porque o sertanejo não é algo novo e sim porque na minha adolescência  isso era coisa de velho!"

sábado, 15 de julho de 2017

10 Dicas para tornar sua gravação caseira mais profissional

1.A correlação entre a entrada
Durante muito tempo eu acreditei que um simples equipamento de entrada como por exemplo
um amplificador, um compressor e um bom microfone já daria bom resultado mas porém depois de comprar mais equipamentos adicionais (como equalizador e supressor de ruídos) vi que tão importante quando o computador ou a placa de som usada também é o "equipamento de entrada" pois é ele que faz a "conversão do som" ficar mais "aberta" (como uma gravação comercial) ou fechada (como uma gravação amadora) portanto se melhor você tiver um equipamento para "seu som entrar", mais fácil é de manipular o som depois.

2.Placa de som
Se seu equipamento de entrada for bom você não precisa de uma "super placa de som" para
gravar bem. Contudo placas internas ou externas (USB) se não for de um fabricante confiável na linha de gravação (como M-Audio, Prosonus, Focusrite, Roland, Yamaha, Behringer ) podem trazer efeitos bem indesejáveis.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Coluna do Anício: 10 ilusões mais comuns do músico em busca do sucesso

Salve Pessoas!
Hoje vou fazer uma postagem diferente.
Nada de técnicas ou sugestões e sim 10 perguntas que faço a você com as minhas respostas.
Eu bolei isso depois de alguns e-mails que recebi. Alguns falavam que eram guitarristas iniciantes e perguntavam se era "difícil fazer sucesso".
Outros já eram mais "avançados" e queriam saber onde uma banda (de rock principalmente) poderia se "encaixar" nesse mercado tão louco e muitas vezes injusto.
Eu não sei se sou "a pessoa certa pra isso" pois há tanta gente boa falando sobre isso e até dando cursos sobre isso que me sinto meio "perdido" para orientar alguém
mas já que me perguntaram e eu não posso deixar na mão aqui vão as 10 ilusões mais comuns do músico que procura o sucesso.
Acho que na minha opinião essas "perguntas" para um "músico iniciante" pode encontrar algumas soluções, já para o "músico experiente" pode encontrar alguma orientação.

Boa Leitura!

1.Não importe o que você tocar o público não liga muito pra isso hoje em dia
Em 1977 se você tivesse uma banda e não tocasse Don't Let Me Be Misunderstood (Santa Esmeralda) você tocava o primeiro show no bar e possivelmente não tocaria o segundo pois o público ia reclamar direto com o dono. Em 1987 todos queriam ouvir La Bamba (Los Lobos) por causa do filme que fazia muito sucesso, era uma das primeiras músicas que o dono do bar perguntava se a banda fazia. Quando eu comecei a tocar com banda em 1997, uma das músicas mais ouvidas nas rádios era Pra dizer Adeus (Titãs) contudo o público e nem o dono bar exigiam que você a tocasse e a maior exigência era tocar pelo menos perto do que estava no CD. De 2007 pra cá não vejo mais nenhuma mudança "drástica" no comportamento do público. Claro que a maioria querem que você toque o que está na moda, mas aquela exigência de tocar "fielmente" a gravação já não existe mais entre as pessoas e isso ficou agora é coisa dos viciados em música, fãs e músicos.
Então se você anda com essa "pressão" pode ficar mais sossegado pois o interessante hoje em dia muitas vezes não é fazer uma "cópia fiel" e sim uma "cópia revisada".
Porém isso deve-se muito ao a pobreza de muitas coisas na música atualmente por exemplo como a guitarra solo que praticamente sumiu nessa última década entre os cantores e bandas novas.

sábado, 17 de junho de 2017

O que fazer com tantos plugins?

Pra começar semana, vou falar de uma coisa que atormenta quem grava, o que fazer com tantos plugins? Todos os meses aparecem novos plugins DX, VST, VST3, VSTI, RTAS... 
Mas qual você usa realmente
Vale a pena ter uma coleção de Plugins ou gastar uma fortuna nos mesmo?
Muitas pessoas com que falo dizem que ao passar o um plugin não notam o mesmo na gravação, mas por quê?
Porque a maioria do pessoal não tem uma placa de som adequada, por isso muitas vezes aqueles Plugins excelentes são excelentes para computadores excelentes, com sistema “pro tools” por exemplo que são estações de áudio profissional.
Uma das coisas que o pessoal não sabe (e poucos sites comentam) que muito de um desempenho de um plugin está baseado no processador e na placa de áudio que você tem, ou seja, quanto mais “profissional” for seu equipamento (incluindo a sua entrada dos instrumentos) será melhor o desempenho dos Plugins.
Temos mania de instalar um plugin no nosso computador achando que podemos usa todos os recursos do mesmo!
Notei isso quando um amigo meu me mandou uma trilha e voz de uma música dele gravada numa estação pro tools para que eu colocasse a guitarra nela usando o meu computador. 
Apesar de usar exatamente os mesmos Plugins do Pro Tools, não consegui chegar nem perto do processamento de som que ele faz! 
Muitos fóruns comentam que não há “um limite de Plugins” porém o que não comentam é que quanto mais Plugins você passar, irá cada vez mais mudar o formato da onda do seu som como mostro nos processos ao lado (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
Note que a medida que passamos os plugins a onda que era “redonda” vai ficando “achatada”(pois na gravação digital toda a onda é forçada a ficar assim devido a quantidade de bits que é empregada na mesma) e isso é muito mais feito rapidamente em computadores normais. 
Os computadores que são “estações de gravação” acontece a mesma coisa, porém com bem menos intensidade (pois possuem conversores A/D bem melhores).
A medida que você vai passando “qualquer tipo de plugin” o mesmo vai achatando o som original. Os profissionais usam conversores A/D e os mesmos custam uma fortuna!
Veja aqui o preço de um deles bem simples o Behringer AD 8000 Usados para gravar uma guitarra, uma voz, violão, teclado, bateria...
E muitos também simplificam usando VSTi e samples, porém para os mesmo ficarem com qualidade, muitas vezes é preciso usar um sample de 128K há 24 bits, coisa difícil de fazer numa placa que não seja de áudio profissional.