quarta-feira, 27 de julho de 2011

Composição - Renovando velhas músicas

Ultimamente não ando compondo muito apesar de várias letras prontas. Porém não compor não significa que você fique sem gravar. Muitos dos músicos que conheço tem uma coisa em comum: deixar a sua música pra gravar em casa e gravar num estúdio "côvers" afim de mostrar seu trabalho enquanto devia ser totalmente ao contrário pois a coisa mais "banal" que podemos fazer é ter vergonha de uma música composta por nós. Não entrando em detalhes muitos "polêmicos" para não perder o foco da postagem o que proponho a você é refazer "aquela velha música" que você já toca a tanto tempo e a tantas festas. Lembrando que já falei sobre isso em postagens anteriores.

Domínio público
Ultimamente você escuta uma música nova de um artista que nunca ouviu na vida e de repente aparece sua avó dizendo que era uma música que ela escutava na juventude. Você acha que ela está ficando "gagá" mas na verdade ela tem razão pois essa música é tão antiga que virou "Domínio público". Eu não sei se há como evitar isso (dizem que há uma clausula no direito autoral da música para que ela vire ou não domínio público) por isso acho melhor você pesquisar isso antes que eu fale alguma bobagem! Mas você já se perguntou porque por exemplo tem tanta dupla sertaneja regrava sempre as mesmas canções? Alguns porque são música da nossa história popular e outros porque são domínio público. Teoricamente se há canção já foi composta há mais de 30 anos (ou seja qualquer uma depois de 1981) ela fica a desposição para regravação e apesar de manter o nome do autor original porém aquele que regrava também "fatura" em cima dela e um dos motivos porque ultimamente estamos ouvindo tantas regravações mesmo sabendo a quantidade de compositores com músicas fantásticas que não são aproveitadas.

Regravações
Na indústria fonográfica quando artistas, produtores e gravadoras querem ganhar um dinheiro "fácil" apelam para uma regravação. A regravação é só uma "cópia" atualizada do que já foi feito ou seja, sem tirar nem por nada. Na verdade tem tantas regravações idênticas que eu sou um que acredita que eles pegam a trilha originam da música, cortam um ou dois instrumentos, colocam um arranjos novos e mandam o artista cantar. E tá feito! É só pagar os direitos originais do artistas que fez a música, o jabá e entupir 24 horas a músicas nos nossos ouvidos com a regravação.

Versões
Quando se trata de uma versão há algumas regras a serem seguidas (que são ou não usadas)

A)Mudar o estilo da música (exemplo de sertanejo para rock)
B)Mudar os arranjos e tom da música (exemplo tirar ou colocar solo)
C)Pode se manter o que é chamativo (por exemplo deixar a introdução original da música)
D)Conversão de linguagem (de português para inglês ou vice versa)
E)Acréscimos (de passagens, notas, melodia ou dissonância)

Como exemplo vou dar a música Será do Legião Urbana

Orginal
C G Am F C G Am F
Tire sua mãos de mim eu não pertenço a você...

Versão
D A Bm G D A Bm G
Tire sua mãos de mim eu não pertenço a você...

O que fizemos aqui foi uma simples "transposição de tom". O ritmo dela é rock, procure tocar nesse novo tom em outro ritmo 4/4 como SKA ou Reagge ou até mudar para 2/4 e tocar como rock composto. Ou use "power chord" ligue uma distorção pesada e faça um heavy metal ou até dedilhe. Outra coisa interessante é transformar em bossa, samba rock ou jazz porém você vai acrescentar "tetrádes". Nesse caso vou utilizar a música I will survive de Gloria Gaynor

Orginal
Am Dm G C
I will survive. As long as I know How to love I know I’ll stay alive.
F Bm7b5 E E7
i have all my life to live i have all my love to give... I will survive

Versão
Am7 Dm7 G6 C7+
I will survive. As long as I know How to love I know I’ll stay alive.
F/A Bm7b5 E E/G#
i have all my life to live i have all my love to give... I will survive

E que tal pega uma música dissonante e deixa-lá toda reta? É que podemos fazer por exemplo na música Nem um dia de Djavan:

Original
Dm7 C7(11) Bb5(9) A4(9-)
Um dia frio um bom lugar para ler um livro e o pensamento lá em você e sem você eu não vivo

Versão
Dm C Bb A
Um dia frio um bom lugar para ler um livro e o pensamento lá em você e sem você eu não vivo.

O legal disso é simplesmente para se divertir e brincar. Coisas desse tipo nos dão idéias para nossas composições! Não se esqueça de estudar sobre harmonia que é a base de toda boa composição! Abraços!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A música dos anos 90

A música dos anos 90
Sinceramente dificilmente vou esquecer essa época musical pois foi nela que vivi minha adolescência e alimentei meus sonhos e foi quando comecei a me envolver com música, e foi uma época que as coisas mudaram radicalmente no Brasil principalmente com a fixação geral do “jabá” e da valorização de ritmos nacionais, como veremos a seguir:

Histórico
Os anos 80 ficou sendo um exagero de tudo! Guitarras com 1000 notas por segundo, vocais gritantes com reverb, bandas com 10 integrantes, baterias eletrônicas, racks gigantes, artistas mais fantasiados do que uma drag queen, gel, mega hair, tênis tudo isso encheu o saco! A geração X terminava e começava a Geração Y. A primeira coisa foi que a música se tornou mais ao vivo. As bandas voltaram a ter 4 integrantes (pelo menos em estúdio) ou 3. O vocais gritados deram a lugar a vocais com atitude e apesar dos solos "virtuosos" terem ser tornado estudo obrigatório foram reduzidos a solos mais simples. Mas nenhum estilo foi tão impactante quanto o eletrônico: dance music, techno, rap, hip hop, jungle, pop reagge invadiram as rádios como nunca se vira antes. No Brasil uma "pá de cal" foi jogada literalmente no rock e entre 1993 a 1998 o pagode e axé music dominaram as rádios e a TV e somente em 1999 com uma nova geração de pop rock e a chegada do funk eletrônico carioca a moda acabou.

Os artistas e os estilos
Primeiramente se existe um nome que fixou na cabeça do pessoal no início dos anos 90 foi Gun´s Roses. Axl Rose, Slash e Cia trouxeram de volta a tona o hard rock com influência no blues (tipo Led Zepellin) acabando com a moda dos “fritadores” que dominou a década anterior. Sem contar o surgimento de bandas importantes como Red Hot Chilli Peppers, Faith no more, Pear Jam, Alice chains e sem esquecer o rock cru do Nirvana que deu ao mundo do rock novamente a rebeldia. Infelizmente o vocalista se matou (Kurt Cobain) acabando com a banda (vale a pena lembrar que Dave Gohl que era o baterista montou o Foo Fighters em 1996 assumindo o papel de vocalista e guitarrista) porém de todos os estilos o que mais se despertou foi o eletrônico.Oasis, Croaw Croes trouxeram o rock "cru" dos anos 60 com uma roupagem moderna de volta às rádios. Um grupo de produtores se juntou a uma cantora e a um rapper e montaram o fantástico C&C Music Factory mostrando que era possível misturar canto, rap, levadas rock e funk e samples numa música só. Com isso surgiu Black Box, Vanilla Ice, Mc Hammer , DJ Bobo, Haddway, Ice Cube, Ice T, e um ex-baixista quer iria ficar famoso no mundo adotando um novo como DJ: Fat Boy Slim. Sem falar na explosão de "boys band" como Backstreet Boys e N´Sync. Na ala femina Sherly Crow (ex-backin de Michael Jackson), Alanis Morissete, Shania Twain.
No Brasil as bandas de rock deram lugar a bandas de reagge de primeira linha iniciadas por Cidade Negra e Skank mas para o desespero dos roqueiro a música eletrônica invadiu todos os lugares e juntamente com o pagode (Raça Negra, SPC, Molejo, Exalta samba) e sem contar na Axé Music (Banda Eva, Cheiro de amor, É o Tchan, Chiclete com Banana, Asa de Águia) e deixou muita gente "orfã" de moda (como já comentei no no meu outro blog). Porém o rock ainda tinha algo para mostrar, pois Legião Urbana continuou com força atá a morte de Renato Russo e surgiu o Mamonas Assassina que inaugurou a era do "rock bobagem" porém que infelizmente tiveram uma carreira interrompida em 1996 num acidente de avião. Raimundos se destacou com seu "heavy metal forrozento" e sem contar Chico Science com seu "mangue beat com rock". No final da década apareceram bandas de pop rock que se iriam destacar na próxima como Jquest, LS Jack, Charlie Brown JR e sem contar nos inúmeros Acústicos MTV que resgataram por exemplo a carreira do Capital Inicial. O Rappa novamente trouxe a música de protesto a tona, misturando rock, soul, hip hop e cultura brasileira.

A tecnologia
Duas tecnologias que só haviam em filmes chegaram ao público: o CD (que condenou o vinil a extinção) e o MD (uma fita com qualidade de CD que nunca vingou) e com um gravador de CD era possível criar sua música e sair vendendo seu próprio CD pra quem quisesse.
A década 1990 apenas continuou a evolução dos sintetizadores dos anos 80 porém cada vez mais digitais e avançados, com baterias eletrônicas e timbres sampleados beirando ao realismo. As pedaleiras além de simular pedais começaram a simular amplificadores, rack e stack. Porém nada seria mais significante do que a aperfeiçoação das placas de som para computador. Essa placas apareceram para o PC em 1989 (pela empresa Adbli) e mudaram totalmente o sentido do computador: agora ele servia para ver filmes (com advento do CD), jogar jogos, escutar música e o melhor de tudo: gravar música. A partir de 1992 empresas como a Adbli, Roland, Sound Blaster e Gravis Sound viam com uma coisa a mais em suas placas: entrada e saída para gravações. A partir daí várias pessoas compravam seus computadores e acomplavam suas mesas de som e gravavam em casa realizando o antigo sonho de todo músico que não podia desponibilizar milhares de doláres para ter um equipamento de estúdio. Continuando isso, não demorou a aparecer os programas DAW que era multi pistas. Dessas desevolvedoras de softwares 3 se destacam: Pro logic (que inventou o primeiro sistema de gravação totalmente digital para o computador o Pro Tools), a Cakewalk (que criou o primeiro programa multi pista para o PC) e a Steinberg (que inventou o sistema VST/VSTi). Foi nessa década que o home studio criou as formas que conhecemos tão bem hoje em dia. A outra coisa foi o desenvolvimento absurdo dos samples! Já não eram mais apenas partes gravadas de discos ou fitas, agora tinham comportamento próprio. Se você pega-se a nota inicial do mega hit "Jump" e coloca-se no seu Roland JP80 para samplear logo você estaria com o mesmo timbre da música original criado no Obenheimer de Ed Van Halen.

O que mudou para as gravações
A década de 1990 foi marcada por 3 coisas: voltar a simplicidade, dar mas enfase ao eletrônico e o pesadelo de todo produtor musical: colocar a música no máximo volume que der! Ou seja, agora não se dava mais lugar a dinâmica (desempenho do som no campo estéreo) e sim ao volume (compressão beirando a achatação).Quando falamos em simplicidade foi que vários processos foram cortados e deram lugar a processos mais novos principalmente em relação a gravação de voz. Dos grandes estúdios abertos agora se preferia gravar em pequenos aquários mais seco possível. Dos reverbs tipo sala (hall) agora se preferia usar os pequenos e com mais delay e se contar que no final da década a fabricante Antares inventou um novo rack (e também na versão plugin) chamado "Autotune" que fez muita gente com uma voz "mais ou menos" passar a cantar "bem". As mixagens preferiam ir aderir ao "realismo", ou seja deixar a música de cara a cara com o ouvinte (como o mesmo estivesse no show). Esse desenvolvimento se chamou "mixagem 3D" que foi a porta para a mixagem em surround e depois na década seguinte iria virar "binaural". Em meados de 1996 surgiu também um outro tipo de gravação com as guitarras: o simuladores de amplificador. Muitos produtores preferiam ao invés de usar grandes stacks ou combos, deixar tudo "emulado" e o resultado geralmente era timbre gigantesco adquiridos e isso logo se passou para gravação de linhas de baixo. De fato com o surgimento do processador Roland VG-1 que simulava até tipos de captadores a gravação de guitarra foi mudada completamente e logo o processador Line 6 Podfarm seria o mais usado até hoje. Com advento da gravação digital muita gente começou a pegar quartos ou garagem vago na sua casa e transformar em "home studio" e muitos deles se transformaram em gravadoras, produtoras e divulgadoras. Uma curiosidade: o CD Night?? do Dire Straits foi o primeiro a ser gravado inteiramente usando a DAW Pro Tools.

A chegada da internet
A internet só começou direito no país somente depois de 1998, porém nos outros países como EUA, Inglaterra e Japão, ela já tinha força. Quem usava a internet nos meado de 1999 com certeza lembra do Napster, que foi o primeiro servidor de trocas de música. A MP3 pegava uma wave de um CD de 44 megabytes e a transformava em 3 megabytes com pouca diferença de qualidade e isso falicitou a troca de arquivo entre os músicos e os ouvintes. Porém veremos isso
melhor quando falarmos da década 2000-2010.


Não deixe de ouvir!
Black or White (Michael Jackson) - A computação gráfica do videoclipe continua muito atual!E um Michael que assustou o mundo a ficar branco!
Wonderall (Oasis) - o truque do "catapraste" (diminuir para 2° casa) pegou até os mais experientes dos guitarristas!Hoje em dia usado a exaustão.
Stranger (Gun´s Roses) - Uma das mais belas baladas já criadas.
The Entersadman (Mettalica) - Quando uma banda de blackmetal se tornou comercial!
Under the Bridge (Red Hot Chilli Peppers) - A história de Antony Kids com as drogas!
Nothing Else Metter (Mettalica) - Uma balada criada em cima da peça clássica de violão "Romance deux amore"
A sombra da maldade (Cidade Negra) - Pop reagge de primeira!
Falling to Pieces (Faith no more) - Uma banda com albúm de estréia e até albúm de despedida!
Mucama (Cidade Negra) -Uma das músicas que fala a realidade, simplesmente ignorada.
Perfeição (Legião Urbana) - Renato Russo fazendo um RAP com final supreendente
Make gonna Sweat (C&C Music Factory) - A apresentação do grupo ao mundo
Life (Haddaway) - Arpejos eletrônicos!Um cantor muito bom com uma carreira meteórica.
Putero em João Pessoa (Raimundos) - Rodolfo contando suas aventuras na adolêscia!

Boa Semana!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Composição: fast music food com compasso 4/4Composição: fast music food com compasso 4/4

Salvem!
Faz um tempo que não escrevo sobre composição, hoje estou inspirado por isso vou escrever um método muito manjando para você compor rapidamente uma idéia que tiver na cabeça. Não existe nome para isso, por isso vou chamar de “fast music food”pois é um música para ser criada rapidamente.

1)Introdução
O compasso 4/4 sem dúvida é o compasso mais usado do século XX e ainda será nesse século pois ele é considerado muito fácil. Por exemplo: você toca uma nota 4 vezes e troca para a próxima, toca uma nota 2 em 2 vezes e passa para próxima, toca uma nota em 4 vezes e passa para próxima e assim por diante. Na bateria também é muito simples pois basta fazer essa combinação básica para criar uma música: bumbo 1, caixa 2, bumbo 3 caixa 4 (os números são os compassos).

2)Consiga um seqüenciador!
Hoje graças ao computador temos vários programas seqüenciadores: Band in a Box (pc) Garage Band (mac) são os mais famosos. Porém se você tem uma DAW você pode usar desde loops de áudio/midi e até mesmo criar sua própria seqüência. Também com a DAW você pode ir gravando pista por pista para fazer sua improvisação. É um ótimo exercício para gravação/mixagem também.

3)Como funciona?
Uma das coisas que gosto de fazer num JAM é reunir o pessoal e tocar uma música improvisada. Porém se estamos improvisando pra onde ir no compasso? Uma das maneiras mais simples é fazer 1-2-3-4 sendo que o quarto compasso seja uma virada de bateria. Se ficar muito em cima pode ser o oitavo compasso. Quando sabemos isso o nosso psicológico vai ficar pronto para a mudança de nota ou de compasso e essa formula vamos usar também no programa ou quando estivermos tocando com alguém.
Primeiramente tenha em mão “uma letra”.Não importa o que seja, se você não tem uma idéia um “poema” ou um “salmo da bíblia” são ótimos pontos de partida!

A seguir vou passar as fórmulas que você pode usar.

Formula 1: Blues
Pouca gente sabe, mas o blues sempre dominou a composição da música atual. Seja para fazer um rock, pop, reagge, sertanejo e até mesmo um pagode. O nome disso se chama “intenção blues” ou seja, fazer um blues numa música que não é blues! Complicado? Vamos fazer o seguinte exercício (toque as notas com qualquer ritmo no número de vezes indicado).

E7 (8 vezes)
A7 (8 vezes)
E7 (8 vezes)
B7 (4 vezes)
A7 (4 vezes)
E7 (4 vezes)
B7 (segura)

Esse é o famoso “blues 8 compassos” ou “slow change”
Agora você pode encurtar o tempo para metade e fazer um blues “fast change”

E7 (4 vezes) A7 (4 vezes)
E7 (4 vezes) A7 (4 vezes)
E7 (4 vezes) B7 (4 vezes) A7 (4 vezes)
E7 (4 vezes) B7 (segura)

Experimente agora colocar a letra em cima ou ainda mudar o tom para menor ou para dissonante e boa aventura!

Fórmula 2: Seqüências comuns
Você sabe o que as músicas Será (Legião Urbana), So Lonely (The Police) e Day Maker (Led Zepellin) tem em comum? Suas seqüência de notas! Podem estar em outro ritmo mas basicamente é a mesma coisa:

C (tônica) Am (relativo menor) F (subdominante) e G (dominante)

Ou ainda

C (1º) Am (6º - ) F (4º) e G (5º)

Da mesma a forma as músicas Smoke on the water (Deep Purple), Owner lonely heart (Yes) e Iron man (Black Sabbath)

Gm (1º -) Bb (3º) C (4º) se você transpor um tom vira
Am C e D e você transpor mais meio tom vira Bb Db e Eb

Muitas vezes o que você toca se transpor por exemplo uns 3 tons a frente vira uma nova música. Por exemplo se você pegar a música “Não chore mais”(Gilberto Gil) e transpor para D você terá a seqüência da música “One Last Breath” do Creed.

1º 5º 6º- 4º
C G Am F

1º 5º 6º- 4º
D A Bm G

E isso é muito usado por um monte de produtor por aí... Vale a pena ser experimentado...

Fórmula 3: cortando notas!
Para isso funcionar você deve saber dois modos grego: maior e menor. Para quem não sabe vou dar a dica (já com seu devido acorde):

Maior – C (1º) Dm (2º-) Em (3º-) F (sus4) G (5º) Am (6º - ) Bm7b5 (meio dim)
Menor - Am (1º - ) Bm (2º-) C (3º) Dm (5º-) Em (6º-) F (7°) G (6º)

O que você vai fazer aqui? Procure tocar todas as notas e depois vá cortando algumas notas e deixando apenas as interessantes ao seu ouvido. Não entendeu ainda? Mais uma diaca:

Toquei todos os acordes e deixei apenas
C (1º) F (sus4) G (5º)

Toquei todos os acordes e deixei apenas
Menor - Am (1º - ) F (7°) G (6º)

Entendeu? Não esqueça de transpor o tom e fazer a mesma coisa!

Semana que vem postarei uma vídeo falando novamente desse assunto! Até lá!

Ótimo fim de semana!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mixagem: dando um toque pessoal a voz

Existe uma maneira bem simples e legal dar um toque personalizado a sua voz dando a sensação de “espaço” para mesma. Não é um truque comum, mas com certeza em várias músicas de pop e rock você escuta o mesmo porém mais nas músicas internacionais. Primeiramente para esse truque funcionar você deve ter feitos alguns passos anteriores como gravação, equalização e compressão e outro ponto: a voz tem que estar limpa e seca (não pode haver ambiência) pois senão o truque não funciona.

Como funciona?
O que iremos fazer é duplicar 3 vezes a voz principal. Porém, se você duplicar a mesma e colocar níveis diferentes de volume e pan, você dará a sensação de “chorus” e não de espaço e sem contar que o som pode sair de fase. Essa 3 vozes você pode colocar os efeitos na pista ou nos auxiliares, fica a sua escolha.

1)Voz principal: deixe a mesma no centro, seca somente com seus ajustes de equalização e compressão. Procure deixar em estéreo para pegar os dois lados.

2)Voz da esquerda: nessa você irá colocar um reverb. Esse reverb você irá definir como quiser. Reverb longos dão a sensação de ambiência e reverbs curtos dão a sensação de estar próximo ao ouvinte. Os parâmetros como decay, dry/mix, cut low/high podem ser definidos a gosto. Procure deixar essa voz em mono, pois em estéreo ela irá conflitar com a voz principal.

3)Voz da direita: coloque um delay no tempo da música ou ajuste manualmente até casar com ritmo. Esse delay pode ser por exemplo, o fim da frase da voz principal. Vamos supor que frase seja “te amo demais”, o delay deve dar a sensação de falar “teeee amoooo deeeemaisisis”. Procure usar um delay mono, para não invadir a voz principal.

4)Após ter feito esses ajustes, faremos o seguinte:

Voz principal
Volume: - 2 db
Pan: 0 (centro)

Voz esquerda com reverb
Volume: - 22 db
Pan: 30 (60% esquerda ou mais)

Voz direita com delay
Volume: - 16 db
Pan:80 (70% )

Porém todos esses ajustes são a gosto. O que proponho aqui é uma maneira simples e rápida de deixar a voz aparecendo mais na mixagem!
Esse efeito também fica bom em outras seções como bateria, baixo, guitarras, violões, sintetizadores e sopro solos (sax e trumpet), exprimente!

Boa semana! Boas gravações!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Produção: o estilo dos anos 80

Hoje vou começar uma série que fala sobre os estilos de música com passar das décadas. Isso pode te dar várias idéias. Hoje vou falar um pouco dos anos 80 sinceramente minha época musical preferida.

A tecnologia
Os anos 80 é uma coisa engraçada de definir: pra começar sugiram várias “revoluções” tecnológicas como o General Midi, gravação digital, sintetizadores, baterias eletrônicas em série, pedaleiras, loop machines, sample machines, racks, guitarra com micro afinação. Foi graças a isso que hoje em dia gêneros como a música eletrônica avançaram tanto, sem contar que aqui começou a gravação digital coisa que é muito comum hoje em dia.

Os estilos
Para uns estilos como pop, rock, hard rock, reagge entre outros os anos 80 foi apenas uma evolução do estilo. O que aconteceu foi o adventos de novas tecnlogias principalmente por parte dos sintetizdores pois eles acrescentaram mais um membro na banda (no caso o tecladista) e tiraram várias seções como sopro e cordas. Porém nada foi mais impactante do que o advento da figura “Guitar Hero” que começou liderado por Ed Van Halen e suas peripécias guitarristícas. Para combinar com isso, vocais gritantes beirando ao “falsete” e a multiplicação das “power bands” (1 vocal, 1 ou 2 guitarras, 1 baixista, 1 tecladista, 1 baterista e 1 percussionista). De todos os estilos os inovadores foi o Synth Pop e a New Age que formou duplas de musicar eletrônicas (como Erasure) além de criar todas as os ramos de música eletrônica conhecidos além de bandas como Duran Duran. No Brasil surgiu uma onda de “copiar” o que acontecia lá fora (conhecido como miquice) além de um movimento que misturava a MPB com o pop rock (um bom exemplo é a música Lilás de Djavan) além de muitos bons guitarristas tecladistas. Não podemos deixar de destacar o crescimento das “boys bands” (Menudo, Domino, New Kids on the Block) e o do jabá.

Os Artistas
Van Halen surgido em 1978 foi a banda que direcionou o caminho do rock nos anos 80 seguido de Bon Jovi, Heart, Living Colour, Twisted Sister entre outros. Artistas dos anos 70 como Ozzy Osbourne, Eric Clapton, Tina Turner, Dire Straits e Rod Stweart se renderam ao estilo de power band. Depeche Mode, New Order, Alphaville entre outros estouravam com seu estilo dançante. Run DMC vez com que o Hip Hop chega-se as paradas americanas. No Brasil surgiram Blitz, Legião Urbana,Paralamas do sucesso, Rádio Táxi, Ultraje a Rigor, Capital Inicial, RPM. Uma das características dos shows foi sem dúvida adição de sistemas estéreos, telões e colunas de amplificadores de guitarra (limpo, sujo, sujo pesado e solo) sem contar que já não bastava mais cantar, era preciso ter atitude e falar o que pensava. Graças a história de Guitar Hero pela primeira vez um guitarrista emplacou na “billboard” uma música totalmente instrumental com guitarra. Foi Joe Satrianni que fez esse feito. Assim como Vangelis e Jean Mitchel que conseguiram o mesmo feito usando seus poderosos sintetizadores.

O estilo das gravações
Sem dúvida o que mais caracteriza uma gravação dos anos 80 é o reverb, seguido de pitadas de delay e chorus (muito usado até hoje). O que aconteceu foi o seguinte: como os sintetizadores deixavam o som das vozes e da guitarra “descasado” com os mesmos, o jeito foi para apelar para colocar tudo no mesmo espaço e por isso o reverb foi tão usado (sem contar na evolução do reverb digital). Um truque bastante usado em músicas como Type (Livin Colour), Stay (Oing Boing), Power of Love (Huey Lewis) era colocar diferentes doses de reverb em diferentes pistas para dar a sensação de tudo estar no mesmo lugar, sem contar que Alex Van Halen, Phil Collins, Tico Torres, Roger Taylor abusavam da combinação bateria acústica/eletrônica. Porém por outro lado, bandas de power trio ou que não usava sintetizadores foi mais beneficiada pois conseguiram deixar o som mais limpo do que antes (a banda parecia estar tocando na sua frente) sem contar com a evolução da compressão e o advento do “stereo enhancer”.Uma contribuição para os dias de hoje que se criou uma geração de “super músicos” ou seja, não bastava apenas fazer de ouvido, tinha que saber o que estava fazendo. Se hoje temos podemos gravar um CD em casa foi graças as tecnologias começadas nos anos 80.

A moda
Esqueçam góticos, mulets, tênis, calças jeans rasgadas, quem ditou a moda nos anos 80 foi a MTV. Essa emissora surgiu no início da década e impulsionou o mercado dos videoclipes as alturas!Pena que hoje em dia ela está tão diferente...

Não deixe de ouvir!
Money for Nothing – Dire Straits (A primeira música gravada digitalmente)
Walk This Way – Aerosmith com Run DMC (A primeira fusão do Hip Hop com o rock)
Cult of personality – Living Colour (Jazz, Fusion, Hard Rock e ideologia política)
Jump – Van Halen (o sintetizador como instrumento de frente no hard rock)
Faroeste Cabloco – Legião Urbano (Country, rock, ska feitos por brasileiros)
Garota Dourada - Rádio Táxi (Wander Taffo trouxe o tapping para os discos brasileiros)
Máster of the Puppets – Metallica (um dos primeiros heavy metal de quebrar ossos)
You Give love to a Bad Name – Bom Jovi (Como usar o harmonist na guitarra inteligentemente)
Massage of Bottle – The Police – (rock feito com arpejo de notas add9)
Macaxera – Pepeu Gomes – (música guitarristicas brasileira)
Summer Song - Joe Satrianni (entrou na billboard)
Thriller – Michel Jackson (indiscutivelmente o rei do pop)
Kiss – Prince (um dos clipes mais provocadores já feito)
Like a virgin – Madonna
Girls have a Funny – Cindy Lauper
I´m not a gigolo – David Lee Roth (tirando um sarro legal de todo mundo)
Stanger Love – Depeche Mode
Chains of love – Erasure
Forever Young - Alphaville
Link
Bom fim de semana!!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Gravação da Banda Galapagos

Sempre falo como gravar, mixar e masterizar. Mas que tal ver isso ao vivo num estúdio profissional? Meu amigo Erlan Ribeiro da banda Galapágos fez um vídeo mostrando os bastidores da gravação do primeiro CD! Ótimo oportunidade para você ver como funciona todo processo!





domingo, 10 de julho de 2011

A hora de invadir as ondas do rádio

Nesses dias que estive em Porto Alegre ouvi umas histórias bem interessantes sobre a cultura americana. Não aquela que os filmes tentam nos passar e sim como é o dia a dia do cenário musical. Um casal de amigos vindo de lá disse que muitos artistas que fazem sucesso aqui são apenas artistas regionais lá. Isso me fez lembrar que uma vez em um show do Faith no More no Brasil, Mike Patton disse que era mais conhecido aqui que em qualquer outro lugar, pois se andasse nas ruas de L.A ninguém daria bola para ele.
Isso me faz pensar se no Brasil tudo está sempre a venda, porque não estender o “jabá” a artista que não fazem sucesso no seu país de origem devido a bela porcaria que são?
A verdade é que lá teve algo parecido com que está acontecendo no cenário brasileiro hoje em dia: artistas de vários estilos, montaram suas próprias gravadoras e suas próprias rádios afim de manter seu estilo vivo. Quando a gente fala isso muito se vem aquela ladainha que lá é o 1 º mundo, país desenvolvido, país rico, etc....
Porém ninguém se lembra que isso podia ser um belo argumento há 10 anos atrás, hoje em dia que o Brasil é estabilizado financeiramente só serve para ver como pagamos os produtos mais caros do mundo, graças aos impostos e outras taxas. Mas mesmo o computador mais simples hoje em dia vem on board uma placa de som ou seja, podemos gravar qualquer coisa em qualquer lugar (não falo de qualidade, falo em poder). Em vários sites você pode criar sua própria rádio on line e deixa-lá a disposição em vários players. Eles também me disseram que como lá muitas rádios com vários estilos geralmente você escolhe o que quer ouvir, e já aqui todo mundo sabe: a mídia ditou uma moda, todas as rádios tocam!
Particularmente uma vez eu vi duas grandes rádios fazerem uma guerra só por causa de uma rádio comunitária e isso aconteceu numa cidade de médio porte. Na cidade havia duas rádios grandes porém tocava toda programação de jabá. Um dia um grupo de pessoas montou uma rádio comunitária (uma coisa bem normal) e começou a tocar somente as músicas que eles consideravam boas. O resultado é que essa rádio começou a ter mais audiência que as outras duas e o resto da história você sabe: as duas rádios encheram tanto o saco que fecharam a rádio comunitária.
Falando com meu ex-colega de banda uma coisa entramos num consenso bem comum: essa história que os produtores falam que divulgar na internet não adianta nada que o negócio é fazer um cd bem feito tem algo de estranho. Se o público não dá bola para as bandas que tem música própria num show, como fazer o ouvinte ouvir sua músicas se não for pela internet?
Novamente, ressalto o objetivo desse blog: torna a gravação uma coisa mais acessível e independente, pois está na hora da sua música invadir as ondas do rádio!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Gravação: posicionamento radical de microfones!

Toda vez que escutando uma música comercial, pensamos: uau! Como estar tão viva essa voz! E nos matamos para buscar o mesmo efeito. Primeiramente achamos que é acústica e por isso apelamos para o reverb. Porém quando ouvimos melhor notamos que o reverb ajuda, mas não é isso. Em seguida tentamos o delay e função slapback (delay 50 ms, 10 feedback) e fica legal,mas também percebemos que em certos tempos da música isso atrapalha. Após isso apelamos para o chorus e vemos que a densidade do som aumenta mas não há resultados, então trocamos de microfone, de placa de som, de ambiente e ainda apesar de ter melhorado ainda não é a mesma coisa. Porém, um dia olhando esse vídeo abaixo gravado em 1983 comemorando anos de smoke on the water, notem uma coisa interessante quando Iam Gillian canta:



Notaram? Alguém viu os microfones? Não?Note que há um microfone tipo condensador na frente e embaixo um microfone simples dinâmico. Então você daí pergunta “e daí”? Sinceramente eu não sei, mas se fosse eu que fizesse isso eu usaria o primeiro para captar a voz central e o segundo para captar a mesma voz só que vindo de baixo juntamente com o ambiente. Uma boa técnica.Nesse sentido gravei as vozes da minha nova música porém de uma maneira mais radical. A questão é: o que vai acontecer com nossa gravação se usarmos 2 microfones de diferentes formatos? E foi isso que fiz. Vamos aos tópicos!

1)A escolha dos microfones
Primeiramente, você irá precisar de dois microfones completamente diferentes, para isso. Nesse caso usarei um condensador e outro dinâmico lembrado que o microfone condensador como possue uma ampla área de captação enquanto o dinâmico capta o que falamos de frente. Você pode usar até outro microfone condensador, porém terá que usar uma outra figura diferente no mesmo. Abaixo links que mostram esses tipos:


microfone condensador simples

microfone dinâmico

microfone condensador com várias figuras: note o botão no meio do mesmo


2)Posicionamento

A)Gravação take 1 e take2
Muita gente pode achar que essa técnica tira o “feeling” do vocalista, porém isso é pessoal. Muitas músicas que você acha sensacional, foram cantadas mais na forma ‘fabricada” do que feeling. Foi na aquele estilo: canta uma frase corta! Porém eu só um que não sou a favor disso, sou a favor de gravar vários takes (pode ser alguns) e escolher o melhor. Mas já que temos que fazer isso porque não A cada take mudar o microfone? Ou seja, um take você grava com um tipo de microfone e muda para outro no próximo take.

B) Lado a lado
Essa técnica consiste em gravar um take só com 2 microfones.Como fazer isso?
1)Pegue um microfone num pedestal e em outro pedestal coloque o outro.
2)Pegue o condesador e coloque de frente para o cantor, o dinâmico fica mais ao lado. Note que o microfone condesador está bem no centro e a esquerda num outro ângulo o microfone dinâmico. O fenômeno aqui é justamente a captação, pois é isso que vai acontecer no som:

Porém se você achar que não está bom, é só variar o ângulo, ou tentar outras figuras, como colocar um debaixo pra cima e até colocar um atrás e outro na frente como se fosse captar um amplificador de guitarra. Porém há um sério cuidado aqui: você tem que ter cuidado para o som não sair de fase ou microfone matar um outro e é por isso que temos que gravar em mono. Então, nesses casos você deve “afastar” um dos microfones do campo estéreo, ou seja fazer uma das seguintes configurações:

1)Dinâmico para esquerda, condesador para direita
2) Dinâmico para esquerda, condesador no centro
3) Dinâmico para direita, condesador para esquerda
4) 2) Dinâmico no centro, condesador para esquerda

E assim por diante.... O importante é achar uma maneira que uma fase não cancele a outra!Lembre que essa configurações você pode fazer direto na sua mesa de som com o botão (knob) pan ou ligando direto na sua placa de som um microfone na esquerda e outro na direita.

3) Mixando
Com a gravação pronta, objetivo agora é fazer com que o som da voz invada o ouvido de quem escuta. Para isso podemos apelar para reverb, delay e chorus, porém existe uma coisa que há várias postagens estou falando e vou falar de novo: stereo analyser (para você posicionar a voz no campo estéreo) e stereo enhancer (para você colocar mais força na música). Isso executado com sabedoria juntamente com a função “pan” faz milagres mais que um plugin!

Abraços!

sábado, 2 de julho de 2011

Masterização: utilizando o sistema KH Máster Multitrack – Parte 2

Para quem leu a última postagem, hoje vamos ensinar como fazer a mágica!

Antes de começar
Primeiramente, saiba que muitas vezes deixar tudo no mesmo volume signifca que tanto no aparelho que está em volume baixo tem que ficar a mesma coisa como no volume alto, por isso você deve quando terminar duas músicas, escute uns minutos finais de uma e os minutos iniciais da outra para ver está tudo igual. Porém o bom mesmo é fazer em 3 etapas: baixo, médio e alto. Numa altura só muitas vezes, você pode não perceber falhas. Veja se no fone de ouvido isso corresponde também.

Ouça as freqüências!Tenha música exemplos!
Se lembra do teste dos 4? Aqui é uma ótima hora de testar! Saber que o grave que dá força, o médio o volume e o agudo o brilho, ajuda muito no seu máster. Você pode pegar uma música exemplo (aquela comercial já gravada) e pegar um equalizador, baixar todas as freqüências e aumentar as mesmas das seguintes maneiras:

20 – 120 Hz (Graves)
100 – 800 Hz (médio graves)
1 kHz – 6 kHz (médio agudos)
8 – 16 kHz (Agudíssimos)

O que você vai fazer é aumentar a equalização somente nesses intervalos. Você ouvirá como um máster de uma música comercial funciona.

1) Colocando as músicas na DAW
Primeiramente, você deve pegar todas as músicas, importar para DAW (ou para algum programa que queime direto no CD como o Sony CD) e deixar nessa sequência:



(clique para ampliar)

Note que o “fim de uma” é o “começo da outra”. Deixe elas todas iguais com os mesmos volumes e pan e sem nenhum plugin. No máster você irá colocar um plugin ou plugins que sigam essa ordem:

Equalização – Stereo Enhancer (se necessário) – Compressor – Limiter/Dither – Analisadores (todos zerados) – DR T metter

Importante! Não esqueça de usar um analisador de freqüências e um analisador estéreo, ou ambos em um único plugin!

2) Usando os analisadores para achar o volume ideal
Com plugin DR T metter, vamos tentar aumentar o som da primeira música. Aqui o que nós vamos fazer é tentar “equilibrar” a dinâmica com o volume que não é uma tarefa fácil, pois cada vez que você aumentar o volume a dinâmica da música vai cair. Se você pegar uma música comercial atual, verá que a dinâmica fica entre 8 e o volume em RMS – 6 db e se isso for escutado nos monitores alto e claro é sinal que foi gravado num bom equipamento. Aqui eu pelo menos tento deixar entre 9 e 10 a dinâmica e o volume entre 8 e 6 RMS dB. Como dito anterior, se você gravou corretamente, mixou corretamente, aqui não vai ser nenhum segredo!
O analisador de spectro (spectrum analyser) mostrará como suas frequências estão se comportando e o analisador de estéreo (spectrum stereo analyser) mostrará se sua música está dentro do campo estéreo. Não sabe como funciona? Clique aqui, aqui e aqui!
Outra coisa: não se preocupe se o máster estiver clipando! Isso iremos resolver depois.

3) Equiparando os volumes
Agora você tem deixar todas a músicas com o mesmo volume. Primeiramente, você verá se todas estão iguais em relação ao DR T metter. A música que estiver abaixo vá aumentando até chegar no volume. Em seguida emparelhe as outras para todas ter o mesmo volume. Não interessa de a pista 1 tiver + 2 dB, a pista 2 + 1 dB, a pista 3 0 dB e a pista 4 – 1 dB, o importante é deixar todas no mesmo volume para o máster.

4) Equalização
A equalização no máster, serve apenas para “abrir o som”. Ou seja, a gente aumenta ou a gente corta, desde que possamos deixar o som mais audível. Os presets de máster em equalização (visto na postagem anterior) só funcionam se mixagem estiver bem ajustada. O certo é que se você tiver que aumentar para abrir o som, o máximo seria algo entre + 1 dB e + 3dB pois fora isso, o som “torce”. Outra coisa que podemos fazer, ao invés da equalização, colocarmos um compressor multibanda. Nesse caso, é só trabalhar com o mesmo como se estivesse equalizando, porém se você usar um deve tirar fora o plugin de compressão. Outra dica é que ao invés de você deixar um EQ na equalização, colocar em cada pista um EQ, e fazer esses ajusta somente na música que estiver fechada. E lógico aqui vamo definir os valores de low end, bottom end e high end.

A figura abaixo mostra onde fica esses valores:



(clique para ampliar)

Low end – 20 – 40 Hz
Bottom end – 80 - 100 Hz
High end: 15 – 22 kHz

5) Stereo Enhancer
Esse é um plugin que podemos usar para criar o famoso som 3D ou binaural. O fato é que um plugin desse tipo possue funções como width (largura) que podemos definir o tamanho do campo estéreo, mono marker (mono) que define quais as freqüências que viram a serem mono, shuffle que define a pulsação dentro do campo estéreo, enfim, esses comandos dependem do plugin que usar. Porém ele não é obrigatório, pois se na mixagem você já colocou tudo em seu lugar aqui ele não se faz necessário, ao menos que você queira dar “um toque pessoal” ao CD.

Os plugins agora abaixo, muitos dele podem ocorrer num só. Por exemplo, o Waves L3 além de possue a função limiter, também possue a função dither e compressão multibanda ou vintage. Da mesma maneira com o Ozone 4, Sony Wavehammer, T-racks 3 entre outros. Cabe a você decidir qual o melhor para masterizar. A vantagem deles separados, é que por exemplo no Compressor você ajusta os picos, o volume de saída e a força do som. No Limiter você define o pico máximo que a música deve atingit, reforça a saída do compressor (se necessário) e deixa a música pulsante. O Dither é a última função, pois serve só para gravar o CD.

6) Compressor
O compressor vai dar uma força para o volume da música. Sabe aquela história de fazer “soar na cara”? O compressor é um dos maiores responsáveis por isso pois ele irá pegar os sons fracos e torna-los mais fortes. Porém, aqui vale lembrar que possivelmente você já usou ele na gravação e na mixagem, por isso na masterização os ajustes sempre começam pelo mínimo possível pra quem não sabe. Os ajustes que vou passar abaixo são exemplos, use o DR-T Metter para ver como a música se comporta depois deles e principalmente seus ouvidos.

Threshold ou Ratio: 6:1
Attack: 20 ms
Release: 80 ms (aumente se o som estourar, junto com o attack)
Output: 0.0 dB
Input (se tiver essa função): 2 dB

Aqui o som pode sair bem estourado por que estamos forçando uma situação em que o mesmo está alto! Por isso nós vamos usar o Limiter para equilibrar a bagunça:

7) Limiter
Na teoria compressor/limiter/expander são bem parecidos, pois o princípio deles é o mesmo: aumentar o som. Porém, o que separa eles são justamente suas funções quando usados em conjunto. Nesse caso, o Limiter tem apenas 3 funções o qual vamos passar os ajustes:

Threshold: - 3 db (dependendo o que você fez no compressor, pode ser bem menos!)
Output: - 0.2 db
Release: 256 ms (ou mais se a música estiver quadrada)

8) Dither
Quem procura melhores explicações para o dither clique aqui. O dither é a última seqüência da cadeia. Ao passar o mesmo ele irá evitar que algum sinal digital entre em conflito na conversão do áudio *.wav para o áudio da trilha do cd. Esse processo fenômeno chamado “truncagem” faz com que o áudio seja gravado corretamente no CD sem sofrer perdas de sinal com a conversão de um formato para outro.
No final de tudo, o som seguiu essa rota:




(clique para ampliar)



24 bits ou 32 bits float?

A maioria dos livros de produção falam nesse assunto. Uma coisa é lógica: 32 bits/96 Khz é o dobro de 16 bits/44 kHz (o sample rate de um CD) porém o que dois livros não falam que não é toda placa de som que faz isso. Por exemplo, num computador está instalado duas placas de som: Soundblaster Audigy euma M áudio Audiophile. As duas possuem baiscamente os mesmos processamentos, porém o difere as duas é justamente seu processamento. A Soundblaster foi feita pra reproduzir surround, reproduzir qualquer tipo mídia mas não é justamente um placa própria para gravação. O que vai acontecer é que quando você converter em 32 bits float, corre o sério risco de ouvir os “stream” da conversão (aquele som atrasado e flangeado). Já a Audiophile é ao contrátrio, pois além de reproduzir (porém somente canal estéreo) foi feita para gravar em alta qualidade. O resultado da conversão para 32 bits float é bem preciso e sem stream. Sugiro a você realizar teste de conversões e passar para o cd nesse sentido.

A masterização mostra realmente do que seu estúdio é capaz!
Você não sabe se a placa de som que você comprou é boa? Não sabe se os instrumentos que usa dá conta do recado? Não sabe se seu ambiente está bom? Não sabe se mixou ou gravaou direito? Pois bem, a masterização vai te mostrar isso!
Isso porque, tudo que você gravou (não importa quantos canais) vai virar 2 canais somente. (Se for para um DVD dá para fazer até para 8, porém isso é técnica surround) ou seja, todos os conflitos de freqüência, volume, ruídos, campo estéreo irão aparecer se eles existirem. Não jogue a culpa de um máster mal feito na mixagem, muitas vezes é necessário rever todos os passos desde a gravação, para ver o que deu errado numa música e por isso que muitos estúdios preferem só gravar e mixar e indicar para o cliente onde ele possa masterizar seu trabalho.
Toda música deve copiar o máximo possível o som de uma apresentação na vida real!

Dicas (técnicas desolvidas pelo Palco KH)

Volume alto
Não sabe deixar a música alta? Pegue uma música comercial, toque em cima da sua música e aumente o máster (ou bus) onde sua música está até ele ficar da altura da música que está escutando (ou próximo). Seu máster vai estourar. Veja quanto ele estourou (por exemplo + 5 db), coloque um plugin limiter e coloque no threshold o valor de - 5 db). Acredite, muitas vezes isso substitui a sessão de máster se a mixagem estiver no lugar! Isso só funciona na mixagem!
Obs: quanto mais qualidade temos no som, mais podemos aumentar o mesmo sem medo!

Pré máster
Um truque muito usado: pegar todos os aux/buss e converter em pistas. Após isso fazer o máster a partir delas.

Voz e trilha
Muitos estúdios especializados em mixagem nos EUA preferem que a gravadora mande 2 arquivos: um a trilha e na outra a voz. A partir disso, fazem o máster. Porém aqui você tem que estar ciente que todas as pistas estão sem conflitos, pois o que você vai fazer e nada além mais do que pegar e colocar todos instrumentos numa pista só sem a voz! Por isso, case bem a mixagem!

Um mono, um estéreo
Em muitas gravações você ouve dois canais idênticos. Por isso, uma maneira de fazer isso dando um “toque mais especial” é fazer um arquivo mono e outro estéreo de toda música.Após isso, colocar o canal mono para esquerda e o estéreo para direita. Para esse truque funcionar você vai precisar de um “stereo analyser” para colocar ambos em posições contrárias sem sair da fase. Isso é muito útil para efeitos binaurais ou sites da internet, pois os dois canais sairão idênticos, porém quase próximo a técnica de “big mono”.

Outros plugins que podem ser empregados

Bass enhancer: plugins como Rbass da Waves podem ser empregados na masterização também para reforçar os graves sem a necessidade de aumentar no equalizador, porém deve-se dosar com cuidado para não fechar o som. Tente primeiramente colocar o mesmo entre 20 – 80 Hz e ouça se ele está com resultado esperado.

Anti picos: exitem chamados “anti-peak” que evitam que o som “clip”, porém aqui o melhor mesmo é deixar sempre o pico máximo em – 0.2 dB.
Redutores de ruídos: alguns plugins possuem o efeito “noise floor”. Esse efeito faz com ele pegue os ruídos da gravação (principalmente elétricos) e elimine. Porém o resultado negativo disso é que ele “enfraquece” demais o som. Assim, como algo que “gordo” ficasse “magro” de repente.

Da minha parte é isso!
Sugiro que você sempre pesquise sobre o assunto, e quem sabe faça até algum curso sobre assunto!!

Bom fim de semana!!